Gerador de Placa de Veículo Online

Gere placas de veículos no formato antigo (ABC-1234) e Mercosul (ABC1D23) para testes de software.

Formatos de placa de veículo no Brasil

O Brasil utiliza atualmente dois formatos de placa veicular: o formato antigo, em uso desde a década de 1990, e o formato Mercosul, adotado a partir de 2018 e obrigatório em todo o país desde 2020. Ambos identificam o veículo no trânsito, mas diferem na estrutura alfanumérica e na padronização regional.

Formato antigo (ABC-1234)

O padrão anterior ao Mercosul usa 3 letras seguidas de 4 números, separados por um hífen:

ABC-1234

As letras iniciais identificavam, em grande parte dos estados, a região de emplacamento — por exemplo, placas do estado de São Paulo começavam com letras de determinadas faixas. Os quatro dígitos numéricos eram sequenciais dentro de cada faixa.

Esse formato não tem dígito verificador — qualquer combinação válida de 3 letras e 4 números forma uma placa estruturalmente correta.

Formato Mercosul (ABC1D23)

Adotado a partir de setembro de 2018 pelo Conselho Nacional de Trânsito (CONTRAN), o padrão Mercosul foi criado para unificar a identificação de veículos nos países do bloco (Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai). A estrutura é:

ABC1D23

Ou seja: 3 letras + 1 número + 1 letra + 2 números, sem separador. A quarta posição sendo uma letra (e não um número) é o principal elemento de distinção visual em relação ao formato antigo.

Diferenças importantes do Mercosul:

  • Fundo sempre branco, com uma faixa azul no topo (antes a cor do fundo variava conforme a categoria)
  • A categoria passa a ser indicada pela cor dos caracteres: preta para particulares, vermelha para veículos de aluguel/comerciais, azul para oficiais, verde para veículos em teste, dourada para diplomáticos e prateada para veículos de coleção
  • QR Code impresso que permite consulta de dados do veículo

Quando ocorreu a transição?

A implantação começou em setembro de 2018, estado por estado, e desde 31 de janeiro de 2020 todos os veículos emplacados pela primeira vez no Brasil recebem placas no padrão Mercosul. Veículos com placas antigas não são obrigados a trocar — a placa antiga continua válida. A troca só é obrigatória quando é preciso fazer uma placa nova: mudança de município ou de estado, mudança de categoria, roubo, furto, extravio ou dano da placa (a simples transferência de propriedade dentro do mesmo município não exige a troca).

Isso significa que, por muitos anos ainda, os dois formatos coexistirão nas ruas brasileiras.

Como ler uma placa Mercosul

A placa Mercosul não tem separador, o que pode gerar confusão na leitura. Para identificar o formato:

  • Se a quarta posição for uma letra, é Mercosul (ex.: ABC1D23 — o “D” na quarta posição é a letra).
  • Se a quarta posição for um número, é o formato antigo (ex.: ABC-1234).

Nos sistemas de OCR e reconhecimento automático de placas (usados em pedágios e câmeras de fiscalização), essa distinção é feita automaticamente pelo padrão de caracteres.

Aplicações desta ferramenta

O gerador de placas aleatórias é útil para:

  • Testes de sistemas de gestão de frotas e estacionamentos
  • Validação de campos de formulário com máscara de placa
  • Geração de massa de dados para ambientes de homologação
  • Simulações em sistemas de controle de acesso veicular
  • Testes de APIs de consulta de placas e veículos

As placas geradas são combinações aleatórias e não estão associadas a veículos reais.

Perguntas frequentes

Placa Mercosul tem dígito verificador?

Não. Assim como o formato antigo, as placas brasileiras não possuem dígito verificador. Qualquer combinação válida de letras e números no padrão correto é uma placa estruturalmente legítima.

Por que o formato Mercosul usa uma letra na quarta posição?

A principal razão foi ampliar a quantidade de combinações possíveis. Com 4 dígitos numéricos, o formato antigo comportava no máximo 10.000 combinações por prefixo de 3 letras. Com uma letra na quarta posição, o número de combinações cresce substancialmente, acomodando o crescimento da frota nacional.

Veículos elétricos têm placa diferente?

Não. Veículos elétricos e híbridos usam a mesma placa Mercosul dos demais veículos da sua categoria, com a mesma estrutura alfanumérica.

Posso usar uma placa gerada para alterar documentos?

Não. Adulterar ou remarcar a placa de um veículo é crime previsto no Art. 311 do Código Penal (adulteração de sinal identificador de veículo), com pena de reclusão de 3 a 6 anos. Esta ferramenta é exclusiva para testes de software.